#9 O caso Anatahan – 32 homens, uma mulher e várias mortes misteriosas


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O caso Anatahan – 32 homens, uma mulher e várias mortes misteriosas

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Konnichiwa Minna

 

Hoje trago a mais um post, além de ter sido um incidente com luta pela sobrevivência, assassinatos, uma situação hierárquico-sexual bastante estranha, se trata também de mais um caso de “Soldados esquecidos”, ou seja, de pessoas que acreditavam que a Segunda Guerra Mundial ainda não havia terminado…

Rusmea.com e eu ;p, consideramos O incidente da ilha Anatahan como um dos mais BIZARROS acontecimentos da Segunda Guerra Mundial,
Devido a negativa da maioria dos sobreviventes homens em relatar os fatos ocorridos na ilha, o incidente entrou para a história criminal japonesa, como um “caso não solucionado com muitos mistérios”. Nenhum dos sobreviventes homens foi devidamente investigado e julgado pelos crimes ou tiveram seus verdadeiros nomes divulgados…

é claro créditos para Rusmea !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Segue adaptação:

O caso tem início ainda em plena Guerra do Pacífico, no ano de 1944, na ilha *Anatahan, localizada ao norte de Saipã.
Nessa ilha viviam além de uns 70 nativos, um engenheiro agrônomo e uma mulher, Kazuko Higa com 23 anos na época, ambos naturais de **Okinawa e lá cultivavam coqueiros para a extração de copra (Polpa seca de coco).

*Anatahan é uma ilha que pertence às Ilhas Marianas do norte. Possui 9 quilômetros de comprimento e tem uma superfície de 31,21 quilômetros quadrados.
Sua população foi evacuada devido a erupções vulcânicas na ilha, ficando desabitada atualmente. A erupção mais recente do vulcão foi em 2007 e durou até o ano de 2008.

Naquele tempo, Kazuko Higa estava casada com um empregado do engenheiro agrônomo.
O tal empregado, marido de Kazuko, se dirigiu à outra ilha para se encontrar com a irmã, no entanto, ele desapareceu e nunca mais voltou, deixando o caminho livre para que o casal de japoneses, começassem aos poucos a ter um relacionamento amoroso.

Por sorte, a ilha Anatahan não sofreu ataques durante a guerra, porém, um barco de pescarequisitado (Barco de pesca confiscado pela marinha japonesa) fora afundado pela armada americana, próximo da ilha no dia 12 de julho de 1944, do qual sobreviveram, incluindo soldados, 31 japoneses homens que aportaram na ilha com muito custo. Como resultado, o total de japoneses homens na ilha subiu para 32…Para apenas uma mulher…Kazuko Higa.

Por um tempo, todos eles batalharam para sobreviver, mas aos poucos a vida foi se tornando mais fácil e ociosa e com isso…Os homens começaram a lutar entre si, pela única mulher da ilha.
Da carcaça de um a avião abatido, os homens encontraram 4 pistolas quebradas que desmontando-as, eles reconstruíram 2 e fazendo uso dessas armas e de outros métodos, eles chegaram ao ponto de se matarem por Kazuko.

Panfleto em japonês, anunciando o término da guerra, lançado por aviões aliados sobre a ilha: 



Uma série de mortes misteriosas, algumas supostamente por acidente, outras por doenças e alguns desaparecimentos, fizeram que a população de homens da ilha fosse dramaticamente reduzida.
No ano seguinte, em 1945, o Japão perde a guerra, mas os habitantes não souberam, ou simplesmente não acreditaram nas notícias da derrota que chegaram até a ilha através de panfletos lançados pelos aviões aliados e continuaram mantendo aquele estilo de vida tenso.

Passados quase 5 anos, em junho de 1950, Kazuko aparentemente se cansou daquela vida e foi resgatada por um navio do exército americano que casualmente navegava por aquelas águas.
Dos 32 homens, só restaram 19 vivos.

Detalhes da vida na ilha, extraídos de um artigo sobre o livro: “Mulher má, mulher misteriosa – a rainha de Anatahan -“

“Eram muitas pessoas na ilha e o alimento era insuficiente para todos, que consistia basicamente de frutos do mar, morcegos, ratos, Caranguejo-ladrão-de-coco, lagartos e frutas cultivadas por eles. Assim foi o início da batalha deles pela sobrevivência, mas com a capacidade alimentar suprida e estabilizada, os homens aprenderam com os nativos, a receita para obterem bebida alcoólica de coco e assim, todos podiam até beber e relaxar, já que o problema da alimentação estava resolvido.

Método usado para fazer fogo e uma camisa feita de toalha:

A falta de roupas era um problema, assim que Kazuko se vestia com um avental feito de casca de árvores, da cintura para baixo enquanto que os homens, cobriam apenas a parte da frente com os restos de camisas esfarrapadas. Mais tarde, usaram tangas feitas de para-quedas encontrados no avião abatido de onde obtiveram as armas de fogo.

Durante os anos do incidente, Kazuko teria mantido relações íntimas em uma espécie de casamento informal, com 5 (Ou 4 dependendo da fonte) dos 32 homens.
Segundo suas próprias palavras: ‘Apenas 2 foram mortos por minha causa e me ‘casei’ com 4 deles. Não havia nada que eu pudesse fazer, já que eles portavam pistolas.’

De tempos em tempos, ela teria sido forçada a se ‘casar’, com um novo ‘marido’ pelos homens armados, no qual, os dois únicos que portavam armas de fogo, naturalmente se apoderaram de uma posição hierárquica acima dos demais e para evitarem disputas desnecessárias, os homens se consultavam entre si perante esses líderes e assim nomeavam o seguinte ‘conjugue’ de Kazuko.
Enquanto isso, o grupo era aos poucos sendo dizimado em evidentes assassinatos e acidentes misteriosos.”

Os detalhes sobre as armas de fogo e mortes

As seguintes informações foram resgatadas dos poucos relatos dos sobreviventes do incidente:

“Em agosto de 1946, os homens encontram na montanha, a carcaça de um avião B-29 abatido. Ele obtiveram do avião, 6 para-quedas, comida enlatada além de vários outros objetos úteis.
Kazuko trabalha os para-quedas e tece saias e roupas para ela assim como para os homens e com isso, finalmente eles conseguiram algo melhor do que cascas de árvores para vestir.

Um pouco afastado da carcaça do avião, os homens encontraram 4 pistolas e 70 balas.
Todas as armas estavam quebradas e inutilizadas, mas um deles, conhecedor de armas de fogo, reconstrói duas delas e se apossa de uma, cedendo a outra ao seu melhor amigo.
Com os dois portando as armas, o estilo hierárquico mudou instantaneamente e eles passaram a ter um poder absoluto sobre os demais.

Imediatamente, eles violentaram a Kazuko, ameaçando-a com as armas, apesar de ela estar‘casada’ com o agrônomo. Os quatro então, passaram a levar uma vida em conjunto.
Após algum tempo, acontece um estranho incidente. Um dos homens cai de uma árvore e morre. Convenientemente, as únicas testemunhas do ‘acidente’ eram os dois que portavam as armas e o que morreu, era justamente alguém que não tinha uma boa relação com eles.

Reprodução cinematográfica dos homens encontrando a carcaça do avião com as armas

O ar da ilha mudou com o ocorrido e houve quem dissesse que: 
‘Aqueles dois não teriam forçado o outro a subir na árvore, para depois empurrá-lo e assim parecer que foi um acidente?’
Não haviam provas, mas a suspeita de ser um assassinato tomou conta de todos.

Alguns meses depois, um homem que insistia em se aproximar de Kazuko foi executado à bala, por um dos líderes armados. Desse modo, os dois homens mantiveram o controle na ilha, até que um ano depois, em 1947, os dois se desentenderam e brigaram entre si, após passarem da conta bebendo, onde um deles ameaça que em 2 ou 3 dias iria matar o outro…
Pois justamente este que ameaçou, amanheceu com a boca cheia de formiga morto, vitimado por um disparo.
O motivo da briga: Kazuko…

O até então ‘marido’ de Kazuko, fica com medo de ser o próximo a ser executado, assim que ele a ‘concede’ ao executor e sai de cena. O líder agora com 2 armas, reina ainda mais absoluto sobre os demais, tomando Kazuko para si, até que em uma noite em que foi pescar, cai no mar morrendo afogado. Não se sabe se foi um acidente ou assassinato, porém, a sua morte teria sido bastante estranha.

Os dois primeiros que portaram as armas morreram e estas passaram às mãos do ‘primeiro marido’ de Kazuko e de outro homem, assim que passaram a viver com ela como ‘maridos’ e mulher o que gerou o pensamento de que aquele que possuísse uma das armas, teria a Kazuko…
Novamente, esses ‘maridos’ de Kazuko também vieram a morrer por tiro e facada, seguindo então, muita luta pela posse das armas. Convenientemente, um dos candidatos a ‘líder’ cai de um precipício e morre, outro se ‘intoxica’ com comida e ainda um outro simplesmente desaparece…

Desse modo, 9 morreram nessas circunstâncias. Sendo possível que nesse meio, realmente tenham havido mortes por acidente real ou doença, mas fica claro que a maioria foram assassinatos. Os conflitos mortais continuam intermináveis, até que o mais velho em idade na ilha, propõe a todos que Kazuko se case ‘oficialmente’ com um dos homens e que ninguém se intrometa na vida dos dois e ainda, que as armas símbolo de poder e morte, sejam jogadas no mar.

Todos acataram a proposta. Kazuko então se ‘casa’ com um dos homens escolhidos por todos e as armas foram lançadas ao mar. Este ponto da história parece ter sido um divisor de águas, onde se imagina que a paz tenha reinado na ilha…Doce engano, pois a situação não mudou muito, tendo ainda mais 4 homens desaparecidos ou mortos em circunstâncias misteriosas.

Algum tempo depois, durante ‘a batalha pela abelha rainha’, eis que foi aberto um ‘conselho de execução’, nesse momento, 10 dos 32 homens já haviam sido mortos. Todos os homens marcaram presença no tribunal improvisado e foi definido que ‘Lutar contra o inimigo (americano), não há problema, mas deverá ser punido com a morte quem duelar por causa de Kazuko.’

Um dos participantes conta em segredo a Kazuko, a medida declarada no conselho e esta, transtornada, foge para dentro da selva, se ocultando dos homens. Um mês depois, um navio rendido pelos Estados Unidos, se aproxima da ilha e ela, desesperada usa as suas próprias roupas como bandeiras para sinalizar ao navio. Após ficar um mês em Saipan e um tempo em Guam, ela regressa ao Japão.”

Kazuko Higa, logo após o seu regate:

O resgate dos homens

Quando o navio que resgatou a Kazuko, aportou na ilha, os homens se esconderam, pois não acreditavam que a guerra já havia terminado.
Após o seu regresso ao Japão, ela relatou os acontecimentos minuciosamente às autoridades, incluindo nomes, idades e antigas ocupações dos homens.

Imediatamente, foram contatadas as suas  famílias, pois como eles não acreditavam no término da guerra, foi solicitado a que suas esposas, irmãos e pais, lhes escrevessem cartas, tentando convencendo-los do fato e de que voltassem ao seu país, gerando mais de 200 cartas que junto com diversos jornais, foram deixados na ilha e o pedido para que o exército estadunidense, abandonasse suas atividades nas proximidades.

O resgate dos homens em 1951 e a chegada deles ao Japão

No entanto, eles não acreditaram em nada daquilo, achando que era uma armadilha dos Americanos e continuaram em pé de guerra.
Após 1 ano do resgate de Kazuko, um homem se rendeu ao chamado no dia 26 de julho de 1951, pois acreditou ser impossível que falsificassem até mesmo o envelope da carta, cuidadosamente confeccionado à mão por sua esposa. Após ser resgatado por um barco estadunidense, ele auxiliou na tentativa de convencer o resto do grupo usando um megafone.

No dia 26 de junho de 1951, os sobreviventes acabaram aceitando o chamado do homem resgatado e por fim, eles aceitaram o fim da guerra, retornando ao Japão.Tornando este, mais um caso de ‘soldados esquecidos da segunda guerra mundial’

No dia 26 de julho de 1951, todos choraram ao desembarcarem no aeroporto de Haneda.
Além da mídia da época, á vida por uma exclusiva com eles, a chegada atraiu uma multidão de curiosos.
Devido a que os sobreviventes da ilha Anataham foram dados como mortos e inclusive havia sido anunciado pelos meios de comunicação que todos haviam perecido em combate, suas famílias já haviam feito as cerimônias fúnebres de quase todos eles.

Kazuko Higa

“Kazuko consegue chegar sã e salva ao Japão, mas o que a esperava, eram os olhos curiosos da sociedade.

O estilo de vida incomum que ela tivera na ilha Anatahan, com muitos mistérios, atraiu a mídia da época que tratou o caso de modo escandaloso, fazendo com que sucedesse uma sensação sem precedentes, gerando um frenesi que contagiou o país inteiro e que foi chamado de ‘Anatahan boom’ (sensação ou moda Anatahan).

Entre 1951-1954, a ‘sensação Anatahan’ (Anatahan Boom), ganhou uma popularidade tal, que saudações como ‘Há quanto tempo?’ (Ohisashiburi), foram trocadas por ‘Anatahan?’ e por todo o Japão, foram inauguradas cafeterias e restaurantes com o nome de ‘Abelha rainha’ e ‘Anatahan’.

Retratos muito semelhantes a cartões postais chamados de ‘Brometos’ no Japão, com a imagemde Kazuko, venderam de forma estrondosa. No entanto, toda a sua popularidade era ironicamente negativa, com comentários em jornais e revistas da época se dirigindo a Kazuko como: ‘A mulher venenosa de Anatahan’, ‘A abelha rainha’, ‘A mulher má que seduz os homens’ ‘A mulher que construiu um harém de 32 homens’

Os sobreviventes homens por sua vez, não contaram muito sobre os acontecimentos na ilha durante esse período, no entanto, Kazuko decidiu refutar os rumores da mídia, vindo a público para tentar contar a verdade. Essa tentativa lhe gerou uma imagem ainda mais negativa de ‘mulher má’.

Bastidores do filme “Esta é a verdade sobre a ilha Anatahan” 
(O autor de uma das fontes assistiu a película em que Kazuko Higa participa e relatou que a péssima qualidade da produção, unida às falas improvisadas dos atores com um áudio terrível, impedem que se entenda o que ocorre na tela e achou um mistério que algo tão mal feito, tenha alcançado tanto sucesso naquela época… NDT. rusmea.com)

Após isso, aproveitando a sua popularidade, Kazuko se apresentou em inúmeras peças de teatro para revelar os acontecimentos na ilha e participou do filme de baixo orçamento, ‘Esta é a verdade sobre a ilha Anatahan’ (Anatahan shima no shinsou wa kore da) – Ano de 1953 – Dirigido por Jirou Morino – Produzido pela Daitou Eiga.”

Uma curiosidade, ou melhor, mais algumas curiosidades é que o diretor Josef von Sternberg, de produções como Der Blaue Engel (O Anjo Azul) e Morocco (Marrocos) ambas de 1930, também dirigiu um outro longa chamado de “Anatahan (The Saga of Anatahan)” em 1953, baseado no caso e ainda, Eiji Tsuburaya (efeitos especiais) Akira Ifukube (música), que participaram dessa produção, trabalharam mais tarde no filme Godzilla de 1954.

Imagens de outra produção: “Anatahan (The Saga of Anatahan)” de1953

Os ataques contra Kazuko Higa

Extraído de uma artigo sobre revistas da época. 
Segue citação:

No dia 5 de abril de 1953, foi publicado um artigo no Ryuukyuu Shimpou, jornal direcionado ao público de Okinawa, intitulado ‘A queda da abelha rainha – O que aconteceu depois com Kazuko Higa -‘ onde figura uma crítica pesada sobre a sensação criada envolta da imagem de Kazuko, com trechos como: 

‘Kazuko ri quando é entrevistada por jornalistas.’
‘Ela não passa de uma garçonete de alguma cafeteria barata.’
‘Além de ser uma gorducha, o brilho dos seus dentes de ouro revelam ainda mais o seu pouco valor.’

De forma bastante negativa, o artigo exaltava a sua vulgaridade em participar da peça ‘Ilha Anatahan’, escolhida por Kazuko devido ao cachê ser mais vultoso e a sua falta de talento em interpretações.
O artigo ainda toca no assunto das pessoas da província de Okinawa**, que se sentiam ‘prejudicadas’ pela sua má fama.

‘As pessoas que dizem ser as mais atingidas, são as nascidas em Okinawa , que vivem em Tóquio, no qual, são as mais prejudicadas devido a que possuem o mesmo sobrenome ‘Higa’.
A seguir, são as mulheres de Okinawa, no qual, caso sejam um pouco parecidas com Kazuko, acabam sendo injuriadas com frases do tipo:
‘Realmente, aquela atração sexual de Kazuko é confirmada pelo sangue!’, e ainda: Quem escuta a sua voz pelo rádio com o seu terrível sotaque de Uchinaa Yamato-guchi (Idioma de Okinawa)sente até vontade de tapar os ouvidos. Praticamente ninguém que viva em Tóquio e que seja conterrâneo dessa mulher, sente alguma empatia com a sua atitude de andar por aí, se exibindo como a vergonha de Okinawa.’

Como se isto não bastasse, o artigo era ilustrado com uma foto de Kazuko semi-nua da cintura para cima.

Enquanto o artigo toma uma postura crítica com a expansão do estranho modismo, ‘Anatahan boom’, suas linhas de texto também expressam uma atitude nada tranquila.
Possivelmente por Kazuko ser de Okinawa, havia uma certa oposição contra ela, e em sua terra natal, essa oposição era ainda mais veemente.

Essa consciência geral, pode ter feito que os redatores da época, perdessem a compostura no momento de escreverem os seus artigos.
Vendo com os olhos de hoje em dia, o modo como trataram o caso nos jornais, é similar aos escândalos publicados em revistas de fofocas. Talvez, devido à época, a imprensa vivia um período com essa tendência.

Nota: Okinawa** fazia parte de um reino independente no passado, o reino Ryukyu, o que foi decisivo para o desenvolvimento de uma cultura própria do desenrolar de uma história particular e significativamente diferenciada do resto do Japão.

Depois da Segunda Guerra Mundial e da Batalha de Okinawa em 1945, Okinawa permaneceu sob a administração dos Estados Unidos por 27 anos. Durante esse período, os Estados Unidos estabeleceram lá várias bases militares. Em 15 de maio de 1972, Okinawa foi devolvido ao Japão. No entanto, os Estados Unidos ainda mantém uma grande presença militar no arquipélago.

(Naturalmente que sem generalizar, mas este que vos escreve, rusmea.com, notou que até hoje, há um certo preconceito contra as pessoas de Okinawa no Japão e sempre quando perguntei a algum japonês se ele havia ido a algum país estrangeiro, a resposta quando afirmativa, era praticamente a mesma: “Okinawa”…
Ou seja, que a impressão, é de que os japoneses não consideram Okinawa como parte do país… rusmea.com)

Kazuko teve uma vida conturbada, principalmente nesse período de sensação, mas aos poucos a sua popularidade foi declinando até que ela se encontrou fazendo strip-tease, se prostituindo e tendo sérios problemas com o álcool. Anos depois, ela voltou para Okinawa, onde lá, casou com um homem que já tinha dois filhos, montou uma barraca para vender bolinhos de polvo (Takoyaki) e raspadinha.
Kazuko Higa, morreu em março de 1974 com 49 anos, vítima de um tumor no cérebro.

Trecho do filme “Anatahan (The Saga of Anatahan)”, produção de 1953, baseado no caso e dirigido por Josef von Sternberg:

 

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