#36 Jukai – o outro lado da floresta dos suicidas


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Jukai – o outro lado da floresta dos suicidas

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Konnichiwa Minna

Hoje venho com um post sobre a floresta Aokigahara, “ehhh mas você já não o postou antes ?” pra quem me acompanha pensaria algo assim hehe porém este post mostra a uma outro lado desta floresta há quem quiser conferir os anteriores está aki o link

Floresta Aokigahara

Parte-01 

Parte-02

Tal a sensação que o tema de suicídio e mistério causou no ocidente.
O objetivo deste post, é tentar mostrar um outro lado não tão conhecido dessa floresta e aclarar alguns mitos. Não sem tristeza mas, com muita beleza como verão em algumas imagens desta postagem, que conta sobre os objetos abandonados, sobre alguns mistérios e sobre o lado bonito praticamente desconhecido no ocidente, da floresta mais conhecida do Japão:
Aokigahara no Jukai ou o mar de árvores, ou ainda o bosque dos suicidas

créditos para Rusmea…hehehe ;p

Segue adaptação:

A floresta sempre foi conhecida por seus supostos poderes de desorientação, entidades sobrenaturais e lendas misteriosas desde a antiguidade.
A história mais antiga que o rusmea.com conhece, quase uma lenda, conta que 3 detentos fugiram de uma penitenciária próxima, se embrenhando no mato de Aokigahara. Vários anos depois, seus ossos foram encontrados lado a lado escorados em uma árvore e só foram reconhecidos pelos restos de roupas que os detentos usavam.

Uma história melhor documentada, ocorre em 1973 e relatado no livro Noa, quando uma moça comete suicídio no bosque, tomando uma dose de veneno.
Ratos devoraram parte do seu cadáver durante 3 dias, ao ponto da polícia desconfiar que fora um assassinato.

O livro Noa – Fuji Reii, de 1974 – Uma coletânea de relatos sobre os 5 lagos, as montanhas e a floresta misteriosa. 

No dia 25 de abril de 1974, o jornal Mainichi publicou que foi encontrado perto de uma caverna dos ventos, o esqueleto de uma mulher. Segundo a polícia, o corpo foi encontrado com o livro Nami no tou, utilizado como travesseiro, cujo tema era sobre suicídios em Aokigahara. Após a publicação do livro, os suicídios aumentaram de forma alarmante.

Livro Nami no tou de autoria de Seichou Matsumoto 

O lugar começou a ganhar notoriedade na década de 80 ganhando destaque na revista Friday versão Japonesa de 30 de novembro de 1984.
Nos anos 90, começa a aumentar o número de exploradores informais do bosque, por curiosidade ou para alimentar as obscuras revistas ou livros underground da época.

Friday


Friday

No dia 15 de outubro de 1985, as autoridades do estado de Shizuoka com a central de Polícia da cidade de Fujinomiya, pensando na dificuldade a que grupos de buscas por parentes desaparecidos passavam, reúne uma equipe que adentra a floresta e encontram 7 cadáveres de suicidas. Desde então, voluntários juntos com os bombeiros das localidades vizinhas, fazem buscas por corpos, todos os anos no outono. 

Manual Completo do Suicídio também contribuiu para aumentar os suicídios na região. Não por induzir especificamente o suicida ao local, mas por sugerir um lugar tranquilo para a execução do ato e pelos métodos letais apresentados de modo prático.

Manual completo do suicídio de 1993

Mas o boom que elevou a floresta a um dos lugares mais misteriosos do mundo, veio com o advento da internet, tendo imagens antes acessíveis somente pela polícia ou repórteres, divulgadas ao grande público, pelos sites como 2channel e principalmente pelo site jukai no otoshimono (Objetos perdidos do Jukai) site esse, que alimentou a web mundial durante anos com imagens exclusivas. Este que vos escreve, rusmea.com, conheceu o referido site em 2006 e naquele tempo, o material era bastante vasto. Atualmente o site está desativado.

Capa do site jukai no otoshimono 

Objetos abandonados

Cada item pessoal nosso tem um retalho de história…Em Aokigahara, esses mesmos objetos são inquietantes como uma lenda.
Alguns são tão evidentes que narram um episódio com uma única imagem, outros nos deixam confusos ou tristes…

Um colar

Celular, cartões de banco, papeis…

Carteira de habilitação inutilizada pelo próprio suicida…

Porta-cédulas, contas, extratos bancários, materiais que indicam a identidade do ex-proprietário…

Um xícara e um vasilhame vazio de creolina (tóxico se ingerido em grande quantidade)

Tranquilizantes, supostamente utilizados em suicídio 

Me abstenho de colocar as imagens de cadáveres encontrados, mas não vejo problema em colocar alguns ossos.
Por ano são encontrados cerca de 50 corpos de suicidas, mas acredita-se que a soma total chegue a 100.

 

Outros, são inusitados por estarem completamente fora de lugar ao serem avaliados com um simples golpe de vista, mas ao refletir com cuidado, esses pertences sopram memórias sobre uma vida em nossa imaginação.

Vídeo-game

Um relógio desmanchando de ferrugem, mas ainda assim em funcionamento

Uma placa anuncia: “Conseguimos a solução para a sua dívida! Eu também fui salvo. Antes de fazer  qualquer coisa, entre em contato.”

Panfleto de conscientização contra o suicídio. Foi distribuído amplamente, colocado em caixinhas e até pregado em árvores em entradas para à floresta. Em letras garrafais:“Espere um momento! Vamos pensar mais uma vez!”

A caixa colocada pela polícia de Fuji Yoshida, contendo os panfletos de conscientização.

A placa em uma das entradas diz: 
“A sua vida é algo muito importante que foi presenteada por seus Pais. 
Vamos pensar mais uma vez com calma em nossos Pais, Irmãos e Filhos. 
Não sofra sozinho, entre em contato.
Federação contra o crime organizado – Central anti-suicídio da polícia de Fuji Yoshida.”

Mistérios

Realmente, há mistérios que chegam a ser um desafio de tão estranhos…

Este boneco tem alguns nomes inscritos nele, parecendo inicialmente apenas uma brincadeira ou simples pichação sem sentido. 

Apesar de que no Japão exista a prática de cravar pregos em bonecos de palha,como um tipo de magia, o ritual não é tão popular assim por lá.

Uma estátua de um Ksitigarbha. No Japão são conhecidos como Jizoubosatsu ou carinhosamente de Ojizousan.
Geralmente são colocados em estradas e templos, uma estátua assim neste lugar, é um verdadeiro mistério para os Japoneses.

Um misterioso campo de lava seca, completamente estéril. 
Os Japoneses estranham que não cresça nenhuma árvore nesse campo e de algum modo, o relacionam com uma lagoa fantasma de uma lenda local

Ruínas de um suposto forno de carvão… 

Restos de outro suposto forno de carvão. No entanto, não existe nenhum registro, nem a menor referência sobre a sua existência ou utilização.

Uma curiosa estrutura de metal… 

…que possui uma placa com as inscrições de: “Perigo! Por favor não suba na estrutura!”
E um número de telefone…   

…No qual, o manolo de uma das fontes ligou para o número e obteve a seguinte resposta:“Se trata de uma estrutura experimental. Uma torre ecológica.” 



Barraca de um morador da floresta. 
Se sabe pouco sobre esse Senhor que…

…Camuflava a sua bicicleta sob galhos, mas em um belo dia o idoso desapareceu. A bicicleta continua no lugar.

Fitas vermelhas.
A primeira tem uma seta… 

A segunda tem a inscrição: “Exatamente atrás” e ao olhar…

Há esta terceira fita com a inscrição: “No alto da árvore fina”. Quem fez as fotos, olhou e…Não encontrou nada!¬¬’

Uma imagem de Maria Kannon, estátua Dehua Kiln da figura budista Kannon usada para o culto cristão no Japão antigo. 


A imagem tem a inscrição: “Valorize a vida”. Não se sabe quem colocou esta e mais 2 estátuas idênticas na floresta.

Mitos

Devido ao exagero a que o lugar foi tratado e muita omissão de informação por quem tratou do tema na web, até hoje, acredita-se que bússolas não funcionem em Aokigahara, e de que quem entra não sai da floresta.
No caso das bússolas enlouquecerem, pela alta concentração de minério magnetizado no subsolo, se trata de uma meia verdade

Uma bússola colocada no solo de Aokigahara, realmente tem a sua agulha desorientada, porém elevando a bússola a altura do peito, mesmo falhando um pouco, se pode obter a sua leitura sem problemas. Tanto que as forças de defesa fazem constantes treinamentos na região utilizando essa técnica.

De fato, quem se afastar das estradas asfaltadas que circundam o lugar, e se embrenhar a mais de 100 metros floresta adentro, corre o risco de se perder, pois num raio de 360 graus, a paisagem se torna praticamente a mesma. Lembrando que isso pode ocorrer em qualquer floresta pelo mundo e não só no Jukai.
Este que vos escreve, rusmea.com, esteve na floresta lá pelos anos 90, onde fui orientado a não me aprofundar muito floresta adentro e que utilizasse os barbantes para encontrar o caminho caso precisasse.

Barbantes serviam de orientação, ainda que sujassem a floresta. Hoje em dia essas linhas não tem mais utilidade.

No Japão existe o mito de que aviões teriam seus instrumentos afetados ao sobrevoarem o local, portanto o espaço aéreo seria proibido.
Na verdade, isso se deve a que o lugar é um campo de manobras das forças de defesa do Japão, tendo o espaço aéreo vetado a aviação comum.

Ainda há a lenda no Japão, de que o GPS entram em colapso, não fornecendo leitura alguma…
No entanto isso se deve ao uso de aparelhos de baixa qualidade cujas ondas não alcancem o equipamento, sendo um problema de distância das antenas e do aparelho em si e não da floresta. Utilizando um GPS de melhor qualidade, se obtém leitura e posições exatas. Tanto que atualmente, praticamente todos os exploradores do Jukai, se orientam pelo sistema de posicionamento global.

Dizem que o lugar é visitado quase que exclusivamente por suicidas, o que não é verdade…
O lugar é alvo de passeios, piqueniques, acampamentos, turismo e excursões de escolas. Além é claro, de campanhas de coletas de lixo.
Lixo esse que impedia que o Monte Fuji e a floresta de Aokigahara se tornassem patrimônios naturais da humanidade até a década de 90. (Não sei se atualmente conseguiram esse mérito)

Estacionamento próximo a floresta…

…De uma área de lazer 

Passeios 

Piqueniques 

Turismo pela floresta e por uma das cavernas dos ventos 

Campanhas para coletas de lixo


O Jukai também é utilizado para ensaios fotográficos e filmes


As estações da floresta

O Jukai no inverno


No outono


Primavera



















Formações de lava resfriada

Vista da floresta pelo lago Shoji





















Como podem ver, Aokigahara é um lugar misterioso e de certo modo triste, por ser palco de suicídios, mas nem por isso deixa de ser um dos lugares mais maravilhosos do Japão.

 

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