#38 A compilação dos monstros de Yoshitoshi


A compilação dos monstros de Yoshitoshi – parte 1

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A *“compilação dos 36 monstros em novo formato” é como o próprio nome diz, uma nova coleção de 36 Youkai, idealizados por Yoshitoshi Tsukioka, que criou a coleção, utilizando uma técnica de xilogravura, (Ukiyo-e) entre o período Bakumatsu até o começo do período Meiji.
*Nota do tradutor: (新形三十六怪撰 – Shinkei Sanjurokkaisen – “Compilação de 36 monstros em novo formato” – em tradução aproximada, é uma adaptação de rusmea.com, portanto, não possui valor didático.
como não há traduções correspondentes em um idioma ocidental de vários dostermos apresentados aqui, tais devem ser encarados apenas como tradução informal e peço cautela caso os utilizem. Riso For 

Segue adaptação:

“O início desse trabalho, se deu no ano de 1889 e terminou em 1892. Durante esse tempo, Yoshitoshi que padecia de uma doença psicológica, teve várias colapsos nervosos e sua obra só foi concluída após a sua morte, no qual, os últimos desenhos foram finalizados por seus discípulos com base nos esboços deixados.

Yoshitoshi Tsukioka aprendeu a desenhar com Kuniyoshi Utagawa, cuja influência é evidente no trabalho de Yoshitoshi ao apresentar principalmente o ser humano, já o monstro, demônio ou espírito, nada mais é que apenas um toque de expressão em suas obras.”

O demônio do palácio da noite.

O demônio do palácio da noite, amedronta à Fujiwara no Tadahira – Fujiwara no Tadahira (880-949) foi um cortesão que atuou como regente durante o período Heian. Foi o quarto filho do regente Fujiwara no Mototsune.

Kuzu no Ha é descoberta por Douji

Kuzu no Ha é descoberta por Douji – Kuzu no Ha é uma lendária entidade Kitsune (raposa).
A lenda diz que uma raposa foi salva na floresta Shinoda por Abe Tamotsumei, e como forma de gratidão, o ser reaparece na forma de uma mulher cujo nome é Kuzu no Ha. Eles se casam e tem um filho chamado Douji Maru, esta criança se torna segundo a lenda, em Abe no Seimeium grande Onmyoji no Japão feudal. O desenho mostra o momento em que Kuzu no Ha os abandona quando descobrem que ela era a raposa que Abe havia salvado na floresta. (Notaram que parte de sua silhueta é de uma raposa? Riso For rusmea.com)

A devoção de Fujiwara pelos pardais.

A devoção de Fujiwara no Sanekata pelos pardais. Um poder fabuloso transforma o poeta em um pardal, em um conto de 1890.

Godou, a atriz do inferno

Godou, a atriz do inferno – Não era literalmente uma atriz do inferno, mas sim, que usava a palavra inferno como sobrenome.
Certa vez uma garota foi assaltada por bandoleiros na beira da estrada, mas como ela era muito linda, os bandidos a venderam ao distrito da luz vermelha.
A garota acabou por ser criada em um prostíbulo, o que a fez acreditar que toda a sua infelicidade, era um castigo pela sua vida passada, e com todas as suas forças, declarou que este mundo não passa de um lugar infernal de provações e adota o nome de atriz do inferno. (A palavra original usada no título desta obra é Tayuu, que significa ator que interpreta um personagem feminino no teatro Kabuki. NDT. rusmea.com)

Sagi-musume

Sagi-musume – A jovem garota garça, se trata de uma performance de dança Kabuki e de dança artística tradicional Japonesa (Nihon Buyou). A garça sob efeitos mágicos, dança sob a forma de uma garota.
A pintura não foi feita com base no espetáculo, mas acredita-se que tenha sido inspirada na reprodução de Ichikawa Danjurou.

Taira no Koremochi expulsa o demônio 

Taira no koremochi expulsa o demônio da montanha Togakushi – Deriva da lenda de Momiji(folhas de outono) Momiji era o nome de uma mulher demônio e a lenda narra o episódio em que Taira no Koremochi, recebe a ordem para subjugá-la e a enfrenta na montanha de Togakushi.

Morinaga Hikoshichi encontra o demônio no seu caminho

Morinaga Omori – Também conhecido como Hikoshichi, é retratado se deparando com estranhos fenômenos.

O espírito de Okiku(um outra versão porém contendo um mesmo contexto-Yuuki)

O espírito de Okiku da mansão dos pratos – imagem retrata a Okiku, personagem da lenda da mansão dos pratos, que responsabilizada pelo desaparecimento de uma peça da coleção de louça de um lorde feudal, recebe um tratamento terrível como castigo e não suportando, termina por cometer suicídio voltando todas as noites na forma de um fantasma para contar a louça da casa.

Takeda Shingen e o Tanuki

Takeda Shingen – A ilustração retrata o jovem Takeda Shingen/Takeda Katsucho, atacando o velho Tanuki místico na noite enluarada.

Fujiwara no Hidesato atira flechas na centopeia de Ryugujo

Fujiwara no Hidesato atira flechas na centopéia de Ryugujo – Certa vez uma imensa serpente dragão estava com seu corpo atravessado sobre a ponde de Seta na província de Oumi.
As pessoas com medo, se viam impedidas de atravessar a ponte, mas eis que Fujiwara que passava por ali, pisou na cobra e chegou ao outro lado sem dar a mínima.

Naquela noite, uma linda moça visita a Fujiwara.
Ela pertencia a uma tribo de deuses dragões que vivia no lago Biwa e a serpente que Fujiwara havia pisoteado naquele dia, era ela transformada.
Ela conta que uma centopeia estava aterrorizando o seu povo na montanha Mikami e ao notar a coragem de Fujiwara, a moça pede ao valoroso homem que expulse o monstro de cem pés.

Fujiwara prontamente concordou, mas ao chegar ao lugar com espada, arco e flecha, eis que surge uma centopeia  gigante que dava 7 voltas e meia na montanha (LOOOOL!!!  ), Fujiwara atira suas flechas mas estas não surtem efeito.
Ele então, passa saliva na ponta da sua última flecha, pede ajuda ao deus Hachiman e com isso, consegue finalmente exterminar o monstro. Fujiwara recebe como prêmio da moça, um fardo mágico de arroz inesgotável. Além disso, com a ajuda do deus dragão, ele descobre os pontos fracos de Taira no Masakado, seu maior inimigo, vencendo-o então.

A compilação dos monstros de Yoshitoshi – parte 2

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Akugenta ataca à Nanba Jirou

O espírito de Akugenta Yoshihira ataca à Nanba Jirou na cachoeira de Nunobiki – O desenho mostra o furioso fantasma de Kamakura Akugenta que havia jurado se vingar ao ser executado, saindo de dentro de uma nuvem negra como um relâmpago para assim, matar a Nanba Tsunefusa, seu executor no passado.

O fantasma Seigen

O fantasma Seigen – Mais precisamente, o espírito de Seigen e a princesa Sakura é uma apresentação Kabuki, onde é contada a história do monge Seigen do santuário Kiyomizudera, que se perde nos encantos da princesa Sakura e é morto no fim da transgressão. O fantasma do monge então, retorna para assombrar a princesa.

Tadatsune Nitta vê coisas estranhas na caverna

Tadatsune Nitta vê coisas estranhas na caverna –Retrata a Tadatsune Nitta, explorando uma caverna criada pela lava do Monte Fuji, onde segundo o seu relato, avistou formas humanas saindo de fachos de luz, ouviu brados de vitória fantasmagóricos e encontrou uma imensa serpente.

A velha demônio leva o seu braço embora

A velha demônio – ou Ibaraki Douji é um demônio famoso por seguir o demônio Shutendouji.
Após um acordo mútuo, ambos atacam a Kyoto, fixando sua base na montanha de Ôe.
No entanto, Minamoto no Yorimitsu, um dos quatro reis celestiais, subjuga a Shuten Douji na montanha.

Entre as muitas variações dessa lenda, há uma em que a velha demônio consegue escapar.

Um dos quatro reis celestiais, Watanabe no Tsuna, lutou sozinho contra o demônio no portão Rashomon. No final da intensa batalha, Tsuna, decepou o braço do demônio antes que o monstro escapasse. Tsuna guardou o braço do demônio em um cesto.
O demônio retornou mais tarde para reivindicar o membro perdido, e tentou enganar a Tsuna para liberar o seu braço perdido.

A ilustração mostra a velha demônio levando o seu braço embora.
(Minamoto no Yorimitsu (944-1021), também conhecido como Minamoto no Raikou, serviu os regentes do Clã Fujiwara. Yorimitsu é mencionado em um número de lendas e contos, incluindo a lenda de Kintaro, a lenda de Shuten Douji e a lenda de Tsuchigumo.)

Fukuhara Kiyomori enxerga cabeças humanas

Fukuhara Kiyomori enxerga várias centenas de cabeças humanas – Este desenho retrata as caveiras do episódio em que Taira no Kiyomori se encontra com Fukuhara no conto dos Heike. (Heike monogatari) Não se trata no entanto, de uma aparição ou um monstro, mas sim, uma ilusão de ótica provocada pela neve e pelo estado nervoso lastimável a que se encontrava Kiyomori na lenda.

Yoshitoshi, fez mais um desenho dessa cena:

 
A pedra da morte de SuganogaHara

A pedra da morte de SuganogaHara – Sessho Seki ou ‘Pedra da morte,’ é um objeto da mitologia Japonesa. Diz-se que a pedra mata qualquer pessoa que entra em contato com ela. Acredita-se que a pedra é o corpo transformado de Tamamo no Mae, uma bela mulher que foi condenada a ser uma raposa de nove caudas, tendo que trabalhar para um Daimyou do mal que conspirou para matar o imperador Konoe e tomar o seu trono. Quando a raposa de nove caudas foi morta pelo guerreiro Miura no Suke, seu corpo se transformou na ‘pedra da morte‘.

Oniwakamaru espreita a carpa da lagoa

Oniwakamaru espreita a carpa da lagoa – A ilustração mostra o jovem Saitou no Musashibou Benkei/Oniwakamaru, mirando um ataque à uma carpa gigante.
(Saitou no Musashibou Benkei (1155-1189), popularmente chamado de Benkei, foi um monge guerreiro que serviu sob o comando de Minamoto no Yoshitsune. É geralmente apresentado como um homem de grande estatura, muito forte e leal.
Sua vida foi embelezada e distorcida nas apresentações de Kabuki teatro Nô, o que torna difícil discernir entre a verdade e a lenda.)

Raigou se transforma em um rato.


Raigou do templo de Mii seguidor do mau/Acharya se transforma em um rato – Raigou era um monge que sob a promessa real de “pedir o que quisesse”, rezou para que o Imperador Shirakawa fosse agraciado com o nascimento de um príncipe.
Talvez por suas orações, o Imperador se tornou Pai.

Valendo-se da promessa, o monge pede ao Imperador, a construção de uma plataforma sagrada, para ser usada na consagração de pessoas que abandonaram todos os bens materiais e fossem reconhecidas oficialmente como monges no templo de Mii (Miidera). No entanto, os monges hostis do templo de Enryaku se meteram na história e Raigou não teve o seu pedido realizado.

Com muito ódio e decidido a lançar o filho do Imperador no caminho da morte, Raigo jejua e amaldiçoa o menino. Após algum tempo, Raigou acaba morrendo, mas devido a força do ódio do monge, o príncipe acaba morrendo também em tenra idade.
Ainda por cima, o ódio incontrolável de Raigou se materializa na forma de um rato gigante e com um exército de Oitenta e quatro mil ratos, ataca o templo de Enryaku…

O espírito da cerejeira de Komachi

O espírito da cerejeira de Komachi – No repertório de Yoshitoshi, há várias obras que retratam expressões teatrais e de Kabuki.
imagem de uma cerejeira solitária no meio da neve, com suas pétalas caindo ao perder o combate com os flocos de neve, é uma imagem poética no Japão e naturalmente, incorporada nas artes.
O espírito da cerejeira de Komachi, é uma referência direta ao conto Kabuki em que matam o homem que a cerejeira de Komachi é apaixonada. Ela se manifesta então, na forma de espírito e se vinga do maléfico assassino.

Os olhos doem através do vento que sopra no outono…

Os olhos doem através do vento que sopra no outono, mas não se pode dizer que é o fim de Ono no Komachi, pois o capim apenas cresce…’ O extenso título desse desenho, é na verdade uma poesia…
O desenho retrata um pedaço de uma das lendas de Ariwara no Narihira, um poeta do período Heian (794 – 1185) que teve um romance com a poetiza Ono no Komachi uma mulher de rara beleza.

Narihira também era famoso por sua sorte com as mulheres e claro, com muitos escândalos amorosos. Tanto que este desenho retrata a Narihira depois de ter lançado mão à uma mulher da elite, sendo descoberto e tendo como castigo, os cabelos cortados como mostra a imagem.
Devido a vergonha, ele decide viajar até que os seus cabelos voltem a crescer…

Certa noite, Narihira se hospeda em um casebre onde ele ouve uma voz entoar uma poesia vinda de um capinzal próximo, que dizia: ‘Os olhos doem através do vento que sopra no outono…’
Narihira se assusta, olha a sua volta mas não vê nada e fica intrigado pois a poesia incompleta, contava apenas a parte inicial…

Sem fazer mais caso, ele dorme e no outro dia pela manhã, Narihira decide explorar as cercanias, quando ele encontra uma caveira em cujo buraco do olho, brotava um feixe de capim.
O homem em um gesto de piedade, juntas as mão em prece perante o crânio, e justo nesse momento, passa um homem da vila que diz: ‘Essa é a caveira de Ono no Komachi, uma bela mulher que fez nome na capital, porém, cansada de seus romances, voltou para cá e morreu.’
Narihira chora e profere então a conclusão da poesia: ‘…Mas não se pode dizer que é o fim de Ono no Komachi, pois o capim apenas cresce…’ e seguiu viagem. (Curiosidade: O capim referido na poesia, ススキ – Susuki – Miscanthus sinensis,

se chama Capim-pisca-pisca no Brasil. NDT. rusmea.com)

A compilação dos monstros de Yoshitoshi – parte 3 – final

Ranmaru examina o mistério da Cicadácea

Ranmaru examina o mistério da Cicadácea – O desenho mostra o episódio entre Mori Ranmaru e a Cicadácia.
Naquele tempo, o terrível Oda Nobunaga, trouxe do templo de Myoukoku ao castelo de Adzuchi, uma muda da planta. No entanto, todas as noites a planta chorava e implorava em um lamento que queria regressar ao templo de Myoukoku. Oda Nobunaga, ordena a que Ranmaru investigue a planta, e é esta a cena retratada no desenho de Yoshitoshi.
Nobunaga ainda ordena a que Ranmaru desembainhe a sua espada e que corte a planta, assim feito, eis que a planta lamentou mais ainda jorrando sangue pelo corte.
Nobunaga impressionado com aquilo, enviou a planta de volta ao templo de Myoukoku rapidinho como era de se esperar.

Lanterna peônia

Lanterna peônia – Ou mais precisamente O conto da lanterna de peôniaé um conto de fantasmas em que a narrativa gira em torno do romântico e do horrível, de uma relação íntima com a morte (Mais ou menos isso que estão pensando SAFADINH@S Riso For ) e as consequências de amar um fantasma.
Baseado na versão da história no teatro kabuki, é um dos mais famosos kaidan do Japão.

O espírito de luta de Tametomo, afugenta o deus housou

O espírito de luta de Tametomo, afugenta a housougami – Housougami ou Housoushin é uma variação do Okubyougami, o deus das doenças contagiosas. Apesar de levar o nome deus no nome, Housou é um demônio que trás doenças e infortúnios e ainda é considerado o responsável pela ocorrência de varíola nos tempos medievais. Naquele tempo, as pessoas tentavam apaziguar o demônio em um esforço para acalmar a sua ira, ou tentavam atacar o demônio, já que não havia um tratamento eficaz contra a doença.

Taira no Tomomori surge como fantasma

Taira no Tomomori surge como fantasma sobre o mar de Daimotsu no Ura – Taira no Tomomori (1152-1185) foi o quarto filho de Taira no Kiyomori. O rapaz era tão fraco e doente que chegavam a perguntar se realmente era filho de Kiyomori. Na sua juventude, fraturava os ossos com o peso da armadura e sempre voltava das batalhas carregado nas costas por seus serviçais…
No entanto,  mesmo com toda a sua fraqueza, era terrível em combate por correr todo o campo de batalha para ser o primeiro a atacar à frente de toda a sua infantaria.
Suas decisões, totalmente imprevisíveis, também eram típicas de sua loucura personalidade e acabou se tornando um dos comandantes do Clã Taira durante as Guerras Genpei no final do Período Heian. Na Batalha de Dan no Ura, quando os Taira foram derrotados decisivamente por seus rivais, Tomomori encurralado, mas com vergonha de ter o seu cadáver flutuando no mar a mercê de seus inimigos, amarra a âncora do barco e se joga ao mar cometendo suicídio junto de muitos dos seus companheiros do clã.
imagem retrata o fantasma de Tomomori, aparecendo sobre o mar e indo em direção à um novo combate contra seus inimigos Benkei Yoshitsune.

A resposta do Tengu 

A resposta do Tengu da montanha Hiko à Takakage Kobayakawa – O desenho trata de quando Hideyoshi decide invadir a Coréia e para isso, precisa de madeira das árvores da montanha Hiko, para a construção de barcos e envia a Takakage pra derrubá-las. No entanto a montanha era morada do Tengu Buzenbou e este se opõe a derrubada da floresta até então imaculada, mas Takakage lhe contesta que era uma ordem de Hideyoshi, um ser divino na terra e que mesmo um Tengu não seria perdoado por tal insolência…No qual…O Tengu aparentemente amedrontado, permite a derrubada das árvores…

Matando o Nue

Matando o Nue – As lendas japonesas retratam o Nue como um mostro terrível, uma quimera cuja cabeça é de macaco, o tórax de um Tanuki, a cauda de uma serpente e os quatro membros são de um tigre. A lenda mais famosa sobre essa quimera, é o extermínio do Nue por Minamoto no Yorimasa.
Yorimasa é descendente do famoso Minamoto no Yorimitsu que subjugou o demônio Shuten Douji e por ser exímio arqueiro, recebeu a ordem real do Imperador para exterminar o Nue.
Yorimasa então, mata a quimera com flechas certeiras.

Sougi escreve um dístico a um fantasma

Sougi escreve um dístico a um fantasma – Sougi nasceu em uma família humilde na província de Kii, se tornou monge do templo de Shokoku em Kyoto e estudou poesia, se especializando em Poesia Renga. Aos 30 anos se converteu em um profissional nesse estilo de poesia, no qual, é considerado o melhor expoente de poesia Renga com a elaboração de dois poemas conhecidos como ‘3 poetas em Minase‘ e ‘3 poetas em Yuyama‘. Ao chegar o período Sengoku, ele visitou várias cidades do Japão e conheceu a pessoas importantes, tais como lordes, outros poetas e seus discípulos, depois, regressou a Kioto.

Seus escritos foram feitos à partir de estrofes curtas e formavam um só poema com várias mudanças de humor e sentido. Sougi escreveu 90 obras entre antologias, críticas poéticas, diários etc.
Antes de sua morte em 1499, ele escreveu as suas memórias.
O desenho mostra a Sougi, escrevendo um dístico a um fantasma, quando Sougi decidiu passar à noite em uma casa tida como mal-assombrada, quando estava em uma de suas viagens.

Naquela mesma madrugada, um fantasma lhe apareceu como era de se esperar…Sougi naturalmente que se assusta, mas ao invés de correr ou ter qualquer outra reação, do tipo gritinhos do Prince, parecida com a que o autor do blog rusmea.com teria…O monge decide recitar o poema: “Yatoru heki mizu mo koori ni tochirarete Koyoi no tsuki Wa sara ni koso ari” (“A água azul celeste está se tornando gelo, embora não haja mais lua hoje à noite”. Para terem um ideia cupinchas…Riso For As fontes Japonesas não conseguiram entender absolutamente nada destes versos…Riso For Este que vos escreve, rusmea.com, traduziu as palavras e postou como esboço, mas está longe do significado real desse poema…Riso For )
Ao ouvir os versos, o fantasma fez uma reverência, pediu desculpas e nunca mais apareceu.

A princesa Kyo se transforma em serpente 

A princesa Kyo se transforma em serpente no rio Hidaka – Baseado na lenda de Anchi-Kyohime, do santuário de Doujou, a imagem retrata a princesa se transformando em serpente, em um acesso de fúria total, ao descobrir que foi traída pelo monge a quem ela amava.
(Na verdade, a imagem retrata uma mulher normal, cuja a posição dos seus vestidos, provoca uma ilusão assemelhando-se com a cola de uma serpente. Riso For Yoshitoshi Tsukioka, percebeu esse divertido potencial e inseriu elementos não sobrenaturais em alguns de seus desenhos. Riso For rusmea.com)

O espírito da esposa fiel se banha na cachoeira

O espírito da esposa fiel se banha na cachoeira, é o clímax de uma peça em estilo *Joururi que narra a vez em que um homem chamado Katsugorou estava infeliz por saber que seu pai fora assassinado. Katsugorou decide sair à procura de vingança e se empenha nesse objetivo junto de sua esposa Hatsuhana que ele havia conhecido depois desse incidente.
Mas o infortúnio aumentou ainda mais, pois Katsugorou ficou paralítico. (O termo usado pela fonte foi “Izari“, pessoa com paralisia nos joelhos que precisa se arrastar para se locomover. NDT. rusmea.com)
Mesmo assim o homem não desistiu de sua vingança e obedecendo o marido, Hatsuhana o carrega em um carro de mão até a região de Hakone, onde Katsugorou encontra o alvo de sua vingança, mas Hatsuhana é morta no intento. (A fonte não dá detalhes dessa vingança…¬¬’ Quem, quantos…¬¬ NDT. rusmea.com) Mas acontece um milagre.
Hatsuhana se torna um espectro e se banha na cachoeira em oração, pedindo para que seu marido tivesse sucesso em sua vingança. O desenho retrata esse momento.
Katsugoru então, recupera a mobilidade das suas pernas e mata o inimigo.
*(Joururi é um drama narrado em trovas ao pé do Shamisen. Veja aqui, um trecho em vídeo. rusmea.com)

Derrubando o monstro do salão de Inohana

Toki Gentei, que era um vassalo de Gamou Sadahide, aplica um golpe derrubando o monstro que frequentava o salão da montanha Inohana –
De todas as obras de Yoshitoshi, esta é a que mais demonstra a sua loucura.
Tanto o título em Japonês 蒲生貞秀臣土岐元貞甲州猪鼻山魔王投倒図, quase ilegível aos Japoneses devido a ser escrito só com caracteres, como a bagunça e as cores vibrantes do desenho, demonstrando que pode ter sido criado durante uma de suas crises nervosas.
O desenho retrata o episódio em que o exército de Gamou Sadahide avança na província de Kai, quando Toki Gentei, vassalo de Gamou, derruba o monstro que estava disfarçado de deus Niou, um deus guardião de Buda e com o golpe, o monstro desaparece.

O caldeirão do santuário Morin

O caldeirão do santuário Morin, utilizado para aquecer a água do chá nesse santuário, serviu demodelo para o caldeirão de chá de Bunpuku, que era na verdade um Tanuki transformado.
No santuário de Morin em Uezu (Atualmente província de Gunma) havia um Tanuki. Esse animal se passava por um monge cujo nome era Mamoru Tsuru.
O Tanuki possuía um caldeirão mágico que ao ferver a água para o chá, durante 7 dias a água não esfriava. As pessoas estranharam aquele fenômeno e nomearam o caldeirão de Bunpuku. (文福)
No entanto, houve uma confusão no que era para ser Bunbu (文火), que seria algo como ‘fogo morno‘ e não Bunpuku que seria algo como ”depoimento de fartura”. (E a propósito, o termo antigo para fogo forte era Buka (武火) NDT. rusmea.com)

Acontece que um monge veio visitar o santuário e descobriu que do caldeirão, saía um rabo de animal e assim foi descoberto que não passava de uma trapaça do Tanuki, que tinha mil anos de idade, que havia recebido a pregação de Buda na Índia e que havia atravessado a China para chegar ao Japão.
Para se livrar de ser punido, o Tanuki apresentou diversos truques de ilusão, divertindo assim os monges e sendo perdoado por sua travessura.

Yotsuya Kaidan

Yotsuya Kaidan ou História de fantasma de Yotsuya – É uma história de traição, assassinato e vingança fantasmagórica.
É considerada a mais famosa das histórias Japonesas de fantasmas de todos os tempos, sendo adaptada para o cinema mais de 30 vezes e continua influenciando o gênero de terror Japonês, até os dias atuais. Foi escrita inicialmente como uma peça para o teatro Kabuki, ambientada na vila de Yotsuya, Zoshigaya, antiga Edo (Atual Tóquio), por Tsuruya Nanboku Quarto em 1825 e acredita-se que tenha sido baseada em um fato ocorrido em 1727 e registrado na “coleção de prosas de Yotsuya”.

Oiwa e Iemon (Iemon é escrito às vezes de modo romanizado como Iyemon, devido a que o kana ゑ (Ê) não se usa mais. Esta romanização dá um sentido mais arcaico ao nome. NDT. rusmea.com)
A história começa com o assassinato do sogro de Iemon, um Rounin( samurai se mestre) desempregado, casado com Oiwa. Iemon mata o seu sogro porque ele sabia as coisas terríveis que Iemon havia feito.
Pobre e sem dinheiro, Iemon foi obrigado a trabalhar fazendo sombrinhas de papel encerado, para manter a sua delicada esposa Oiwa e o seu filho recém nascido. Esta situação levou Iemon a odiar a Oiwa.

Iemon trama um plano para se casar com a bela neta de um vizinho rico que estava apaixonada por ele. Para unir o novo casal, Iemon e o vizinho planejam matar a Oiwa, assim que Iemon a engana lhe dando veneno no lugar do que era para ser um remédio revigorante.
O veneno não a mata mas a desfigura, causando a perda de todo seu cabelo e de um dos seus olhos. Quando Oiwa vê a sua imagem deformada no espelho, ela entra em desespero e a descoberta da traição de seu marido, causa a sua morte.

Quando Kobote Kohei, um servente fiel a Oiwa se dá conta de que ela morreu, Iemon o acusa de roubo e ordena a que o executem. Iemon depois manda crucificar os corpos de Kohei e Oiwa em uma porta de madeira que é lançada em um rio próximo.
Achando que seus problemas haviam acabado, Iemon planeja seu novo matrimônio.
No dia do casamento, Iemon descobre o véu de sua nova esposa mas o que vê, é o rosto desfigurado de Oiwa.

Iemon imediatamente a decapita. Quando cai em si e se dá conta que em realidade, havia matado a sua nova esposa, ele corre à casa de seu vizinho para confessar horrorizado o sucedido, mas lá encontra o fantasma de Kohei. Iemon corta o fantasma com sua espada, mas depois percebe que em realidade matou o seu novo sogro. Daí então, a perseguição do espírito vingativo continua.
Iemon vê a face desfigurada de Oiwa em todos os lugares, inclusive em lanternas.

Para tratar de escapar, Iemon se refugia nas montanhas e quando estava pescando, ao invés de peixes ele fisga a taboa com os cadáveres de Oiwa e Kohei. Iemon foge para uma cabana em Hebiyama onde lá, as cordas e cipós se transformam em serpentes e a fumaça do fogo se transforma no cabelo de Oiwa.
Ao fugir da cabana, Iemon dá de cara com seu cunhado que o mata vingando todas as mortes.
O desenho de Yoshitoshi, retrata a Oiwa descansando com seu filho.

Honchou nijuushikou 

Honchou nijuushikou  – Este desenho trata de um trecho de Honchou nijuushikou“as 24 comparações de piedade filial do nosso país pelo fogo fátuo da raposa”, na forma *Joururi. A peça é do período Sengoku que conta uma história de amor e tragédia.
*(Joururi é um drama narrado em trovas ao pé do Shamisen. Veja aqui, um trecho em vídeo. rusmea.com)

Minamoto Yorimitsu corta o Tsuchigumo

Minamoto Yorimitsu corta o Tsuchigumo – Tsuchigumo – ‘Aranha da terra’, é um youkai famoso por ter sido derrotado por Minamoto no Yorimitsu. O episódio nada mais é que uma crítica política, onde o monstro que o ataca enquanto dormia, seria o império enquanto que Yorimitsu seria o herói que contra ataca ao ser provocado, com um golpe fatal.
Curiosamente, Yoshitoshi desenhou o monstro não como algo nojento e assustador, mas sim, gracioso e divertido.

Shouki captura o demônio no sonho

Shouki captura o demônio no sonho – Na China, Shouki aparece no folclore como um deus da sorte e no Japão, é considerado um deus bondoso que afasta à Housou (Varíola).
Yoshitoshi, expressa nessa imagem, um episódio famoso envolvendo a Shouki.
A lenda diz que um Imperador Chinês adoeceu e teve um pesadelo. Nesse sonho, surgiu uma grande quantidade de pequenos demônios que infringiram sofrimentos atrozes ao monarca.
Mas eis que surge no sonho, um demônio gigante que começou a devorar os pequenos demônios um a um, salvando o imperador.
Agradecido, o Imperador pergunta o nome do seu salvador e este responde ser Shouki.

Omoitsudzura
Omoitsudzura ou “a cesta dos desejos” em a adaptação aproximada, é um objeto retratado na historinha tradicional, “O pardal da língua cortada”.

Era uma vez um lenhador idoso que vivia com sua esposa, ganhando para viver cortando árvores e pescando. O homem era honesto e bom, mas sua esposa era arrogante e avarenta. Certa manhã, o lenhador foi às montanhas para cortar lenha e viu um pardal ferido pedindo ajuda com seu pranto.
Sentindo pena, o homem leva a ave para a sua casa e a alimenta com arroz, tentando ajudá-la a se recuperar. Sua esposa, sendo muito avarenta e rude, se irrita que seu marido gaste a preciosa comida em semelhante pequenice como um pardal. O ancião, de todas formas seguiu cuidando da ave.

O homem teve que voltar às montanhas e deixou o pássaro sob os cuidados de sua esposa, no qual, esta não tinha intenção de alimentá-lo. Depois que seu esposo se foi, ela foi pescar. Enquanto ela não estava, o pardal encontrou um pouco de amido e terminou comendo tudo.
A mulher ao voltar ficou tão zangada que cortou a língua da ave e a ordenou que voltasse às montanhas de onde viera. O ancião quando soube, decidiu procurar o pássaro e com a ajuda de outros pardais, encontrou o caminho para um pequeno bosque de bambus onde ficava a morada dos pardais.

Um bando de pássaros saudaram o homem e lhe mostraram o caminho para o seu amigo, o pequeno pardal que ele havia salvado. Os outros lhe trouxeram comida e cantaram para ele.
Antes de sua partida, lhe apresentaram como obséquio, a escolha entre uma cesta grande e uma pequena. Sendo um homem de idade, ele escolheu a pequena ao pensar que seria mas fácil de carregar. Quando chegou em casa, abriu a cesta e descobriu dentro, uma grande quantidade de tesouros.

A esposa, sabendo da existência da cesta grande, correu à morada dos pardais na esperança de encontrar mais tesouros. Ela escolheu a maior, mas lhe advertiram para não abrir antes de chegar em casa. Mas tão grande foi a sua cobiça, que a mulher não resistiu e abriu a cesta ainda no caminho. Para a sua surpresa, a cesta estava cheia de serpentes e monstros, que a assustaram tanto que ela rolou montanha abaixo e morreu.
A imagem retrata o momento em que a mulher está caída ao chão de susto, enquanto que da cesta saem diversos monstros.

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