#68 O omusubi rolante


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Konbanwa Minna

O conto a seguir não deome que foi adotado em português foi O omusubi rolante. O título original japonês é “Omusubi kororin”. Por não haver uma boa tradução para a palavra omusubi, que é um bolinho de arroz em forma triangular. Assim, meteve-se o nome omusubi ao invés de ser uma tradução forçada do tipo “O bolinho de arroz rolante”. A lenda provavelmente inclui personagens da Idade Média japonesa, aqueles tempos em que imperavam os daimyo (lordes feudais, suseranos de terras), os samurai (vassalos e fiéis guardas dos senhores feudais) e os shogun (principais governantes das terras, suseranos superiores na hierarquia). Créditos para Fernando Santiago!

O omusubi rolante

Um dia, um velho servo feudal foi às montanhas para cortar lenha. Era o meio-dia. O velho servo estava com fome e começou a comer os omusubi que ele havia carregado no bornal.

De repente, um dos omusubi caiu do bornal e rolou ladeira abaixo. Acabou entrando no buraco que existia na raiz de uma das árvores.

“Omusubi kororin sutonton… envie-nos mais omusubi!” Eram vozes que, surpreendentemente, o velho servo ouviu do interior do buraco.

“Estranho”, pensou o velhinho, “muito estranho”. Decidiu dar uma olhada no buraco; mas como o buraco estava completamente escuro, não pôde ver coisa alguma. Novamente pensou como tudo aquilo era estranho.

O velhinho resolveu deixar mais um omusubi cair no buraco para ver se aquela música viria de dentro novamente. Assustado, ouviu a mesma música: “Omusubi kororin sutonton… envie-nos mais omusubi!”

O velhinho riu até cair e disse, “Engraçado! É engraçado!!!”, e pela terceira vez jogou mais um omusubi no buraco.

“Omusubi kororin sutonton… envie-nos mais omusubi!”

“Engraçado, engraçado!”, dizia o velho servo, pulando de alegria como uma criança. Pensou consigo mesmo: “se eu pular no buraco, o que será que eles cantarão?” Logo em seguida o velhinho rolava para dentro do buraco.

“Ojiisan kororin sutonton… envie-nos mais velhinhos!”

Deus do céu! Nem acreditava no que via! O interior do buraco era um palácio, e o teto e paredes brilhavam magnificamente.

O velhinho estava atônito. Seus olhos estavam esbugalhados, e olhava para todos os lados.

E, para completar sua surpresa, havia coelhos — muitos, muitos! — dentro do buraco.

“Vovô, seja bem-vindo em casa”, cumprimentavam o velho servo todos os coelhos do buraco.

Havia um coelho maior na frente de todos os outros coelhos. Ele disse, “Este é o País dos Coelhos. Por favor, fique à vontade e divirta-se”.

Muitos coelhos trouxeram comidas deliciosas para o velho servo. E dançavam, e cantavam. Parecia que vivam em completa harmonia e gozo.

O velho servo começou a dançar e cantar com os coelhos. Estava se divertindo como nunca o fizera antes.

A noite estava despontando no horizonte e o velhinho disse aos coelhos, “Estou indo embora”. O coelho maior trouxe alguns omusubi para ele. “Este é o omusubi do País dos Coelhos. É muito delicioso. Aceite este omusubi como um presente do nosso país”.

O velho servo agradeceu-lhe, cumprimentou a todos os coelhos e voltou para casa. Ele nunca havia provado um omusubi tão gostoso como aquele.

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